No princípio era o Verbo, e que outro verbo seria se não o Verbo Amar. Este Verbo transforma a criatura homem em imagem e semelhança do Criador, em trindade corpo, alma e espírito, em coroa de toda a criação.
Imortal, desde que alimentado pela Árvore da Vida, conexão com o Verbo Amar. Mortal se alimentado pela árvore da auto-suficiência.
Escolha diária de todos, saímos do paraíso ao nascer, e agora decidimos de onde nos alimentamos, e por consequência decidimos quem somos: Adões, Evas, Marias, Daniéis, Pedros, Joões, judeus, samaritanos, fariseus, pescadores, discípulos, falsos mestres.
Somos o que comemos, diz a voz do povo. O que faz diferença em nossa vida não é uma maçã, que entra pela boca, mas sim o que sai da boca, o que entrou pelo nosso pensamento e se alojou no coração. Somos o que falamos e também o que aprendemos a calar por medo do que vão pensar de nós.
O Verbo Imortal não precisava deixar o paraíso, mas o Criador assim o enviou como um pequeno ser mortal, dentro de uma mulher que o aceitou e lhe deu condições para crescer e se desenvolver em todos os sentidos. Veio para nos mostrar que mesmo sem estar no paraíso, mesmo sem ter uma vida abundante, mesmo tendo que enfrentar dificuldades, fome e sede, questionamentos, traidores, inimigos e assassinos, não é necessário buscar outro alimento que não seja o que vem da Árvore da Vida. Para nos mostrar que estamos destinados a ser imortais.
O Verbo Imortal retornou ao paraíso e enviou o Espírito, como um pequeno ser imortal, não mais dentro de uma mulher, mas dentro de quem o aceitar e lhe der condições de crescer e se desenvolver em todos os sentidos, de quem estiver disposto a alimentá-lo apenas da Árvore da Vida. Para que sejamos sua casa, seu templo, um templo que não será destruído, um templo de vida eterna, imortal.